Vivem no Panamá cerca de três mil portugueses, de acordo com a Embaixada de Portugal naquele país, aberta em outubro de 2015. Uma comunidade que inclui migrantes recentes da Venezuela, expatriados portugueses ligados a empresas ou organismos internacionais, e famílias da ilha da Madeira que já estão na segunda ou terceira geração no país.

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A embaixada de Portugal quer reforçar a presença portuguesa na América Central e incentivar oportunidades de negócios, revelou o embaixador português. E a abertura da embaixada foi um “importante passo nas relações bilaterais diplomáticas, políticas, culturais e económicas” entre os dois países, como afirmou Pedro Pessoa e Costa à agência Lusa. “É inegável a localização geoestratégica privilegiada do Panamá, assim como a sua importância no comércio internacional e a sua crescente afirmação na área multilateral.

Com a recente inauguração do Canal Ampliado, onde muitos portugueses e empresas portuguesas trabalharam e deixaram marca, esta importância resulta reforçada”, acrescentou. Para promover Portugal no Panamá, a embaixada e a residência do embaixador irão expor obras de artistas plásticos portugueses. “Portugal é pouco conhecido no Panamá.

O contexto é muito espanhol e americano, por isso o trabalho resulta maior”, disse o embaixador. Pessoa e Costa realçou que já existem programas de cooperação técnica com o Panamá e que, este ano, o governo do país centro-americano ofereceu pela primeira vez bolsas em Portugal para estudantes panamianos. O principal objetivo da embaixada na área da cultura inclui a promoção da língua portuguesa no país.

Na terceira geração

A comunidade portuguesa no Panamá inclui migrantes recentes da Venezuela, expatriados portugueses ligados a empresas ou organismos internacionais, e famílias da ilha da Madeira que já estão na segunda ou terceira geração no país. São cerca de três mil pessoas, um número que deverá aumentar segundo o embaixador de Portugal, já que há procura da nacionalidade portuguesa por parte de judeus sefarditas panamianos.

O chef Alejandro Vilhena, 28 anos, é um dos luso-descendentes nascidos na Venezuela que migrou para o Panamá há cerca de um ano e meio, devido a “novas oportunidades de crescimento profissionais e pessoais”. “Não é fácil, como não foi para o meu pai no momento em que chegou à Venezuela. Mas, se a gente se esforça e deixa o negativismo de lado, percebe que está num país com costumes, sabores e climas muito similares aos da Venezuela”, afirmou.

Também empresária, a portuguesa Tânia Mesquita, 39 anos, de Vila Nova de Famalicão, percebeu no Panamá uma oportunidade de internacionalização de uma empresa de materiais de construção e, há três anos, trocou o norte de Portugal pela Cidade do Panamá, onde vive com o marido português e os dois filhos, de 4 e 1 ano.

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