Todos os dias assistimos a grandes debates, promessas de estudos e um “correr de tinta” que, na prática, a nada conduz. É um “empurrar com a barriga” sem olhar a consequências. E... 2019 já está à porta!

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É caso para dizer que “a rica filha borda, borda..., mas ninguém arremata o ponto!”

Já expressei e alertei em vários dos meus artigos o que penso sobre alguns temas que merecem, quanto a mim, de quem de direito, uma atenção especial para que a nossa Região Autónoma não dê passos em falso em termos de melhor garantir um futuro mais animador para os nossos filhos e netos. E, não me vou repetir!

Creio que chegou o momento do Senhor Presidente da República, à sua boa maneira, mover influências, chamando todos à mesa, como a situação impõe e, como no Vaticano, só os deixar sair quando houver “fumo branco”.

Mudando de assunto, gostei de saber que se deu importantes passos para a criação duma direção de serviços para as Comunidades Madeirenses. Apoio, sem reservas, esta iniciativa. E, já agora, aproveito este ensejo para mais uma vez, felicitar o Centro das Comunidades Madeirenses nas pessoas do seu diretor Sancho Gomes e de Celina Cruz, sem esquecer, como é óbvio, Gonçalo Nuno dos Santos e todos os que lá estão e os que por lá passaram, pelo trabalho meritório que desenvolvem de há muitos anos a esta parte.

Por tudo isto e, polémicas à parte, considero mesmo que a importância das Comunidades Madeirenses em várias vertentes da vida da Região, justifica plenamente uma Direção Regional.

Tomei conhecimento duma recente geminação entre o Funchal e uma cidade do Havai e lembrei-me de há uns 30 anos ter encontrado no comboio que ligava Bruxelas a Amesterdão um antigo combatente americano do Havai que tinha vindo à Bélgica participar nas comemorações da I Guerra Mundial. Qual não foi a minha surpresa quando esse herói me disse que, tal como o “ukulélé”, era de origem madeirense.

Esta é uma das inúmeras provas do muito que, para nosso orgulho, uma Região tão pequena como a da Madeira tem dado ao Mundo.

Entretanto e para melhor fazer ouvir a nossa voz, importante seria que as nossas Comunidades espalhadas pelo mundo, promovessem ativamente o recenseamento e, já que não o podem fazer para as eleições Regionais, votassem massivamente para a Assembleia da República. Parece utópico, mas a verdade é que esta seria a forma mais eficaz de colaborarmos para colocar a Madeira no seio das preocupações do Governo da República e evitarmos situações lamentáveis como as que vivemos no presente.

​600 anos após a descoberta, somos 1.250.000 Madeirenses no Mundo!

Juntos somos mais fortes!

In «JM»